Sábado, 08 de Janeiro de 2011

Dedico o primeiro post, a esta instituição que é comum a todos aqueles que já terminaram ou estão a tirar o curso de Animação Socioeducativa em Coimbra.

Àqueles que agora, tal como eu, entraram este ano para a família esequiana, acredito que partilhem comigo o desejo que dentro destas quatro paredes possamos sair ao fim de três anos formados, prontos a enfrentar de peito aberto o mundo laboral e pessoas melhores.

 

Reza a história...

 

Que no reinado de D. Maria II foi criada a Escola Normal Primária de Coimbra, formalizada pela Portaria de 19 de Setembro de 1839/Diário do Governo n.º 225, de 23 de Setembro.

O objectivo inicial das Escolas Normais era a formação de professores primários, proporcionando conhecimentos específicos para o exercício da profissão docente a todos os que nelas ingressavam.
O carácter algo irregular que marcou o funcionamento destas escolas confirma-se quando são encerradas, já como Escolas do Magistério Primário, a 19 de Julho de 1936. Dão lugar às Escolas Superiores de Educação na sequência do Decreto - Lei 513 -T/79, de 26 de Dezembro, sendo no edifício da antiga Escola do Magistério Primário, que funciona a actual Escola Superior de Educação de Coimbra.

 

 

Sob a presidência da Drª Maria Alice Nobre Gouveia a Comissão instaladora lança, no ano lectivo de 1985/86, as suas primeiras actividades de formação, com o projecto de Formação em Serviço de Professores do Ensino Básico e Secundário.

Em paralelo à extinção em Coimbra da Escola do Magistério Primário e da Escola de Educadores de Infância, e à correlativa transferência de alguns dos seus docentes para a nova Escola Superior de Educação, deu-se início aos necessários procedimentos para a criação dos primeiros projectos de formação inicial de Educadores de Infância e de Professores do Ensino Básico.

 

E foi assim que tudo começou.

 

 

Fachada da ESEC - Fachada primaveril da ESEC.

 

 

www.esec.pt

 



publicado por João Reis às 19:19
Foi com curiosidade que abordei pela primeira vez o vosso blog e quero, por um lado, dar-vos os parabéns e, por outro, chamar-vos a atenção que a vossa narrativa «Reza a História» é imprecisa e contém erros que eu não poderia deixar de denunciar. Saliento, por economia de espaço e tempo, três aspectos: 1º Falar de D. Maria (1839) e confundir com o que habitualmente consideramos ensino normal é muito discutível, a escola criada por D. Maria era mais um espaço que hoje diríamos de formação contínua e não ensino normal. 2º Saltar de D. Maria (1839) para as Escolas do Magistério Primário (1930) é apagar da memória o período em que a profissionalização docente se concretizou e o ensino normal se afirmou definitivamente. 3º As Escolas do Magistério Primário nunca foram encerradas, em 1936 as matrículas do 1º ano foram suspensas e essa suspensão nada teve que ver com o funcionamento irregular da escola. É preciso rigor quando se escreve e muito cuidado com as fontes que utilizam.
LM a 10 de Janeiro de 2011 às 16:01

Caro LM:

Foi com apreço que recebi o seu comentário e antes de mais, quero agradecer a sua cordialidade.

Agora, acerca da minha narrativa "A nossa ESEC", tenho-lhe a dizer que toda a informação aqui postada, foi retirada do historial da dita escola, disponível no próprio site oficial. Contudo, bem sei, que tal facto, não lhe tira a razão e por consequente, as imprecisões encontradas por si continuarão a ser válidas.
Poderemos então, reflectir em conjunto e questionarmos o porquê de sendo esta uma instituição que detem entre diversas unidades curriculares, a de História, deixar que tais falhas aconteçam.
Ainda assim, o meu obrigado pelo enriquecimento prestado a este post, com a informação complementar que dispôs.

Mª João Reis
João Reis a 11 de Janeiro de 2011 às 02:30

Minha cara Maria João, há narrativas que a história tece que, por mais que a História demonstre que são erróneas ou, pelo menos, pouco exactas, a narrativa as mantém. Acontece, ainda, que História e História da Educação - e é desta última que aparentemente falamos - não são «a mesma coisa»! Efectivamente, na Escola Superior de Educação de Coimbra, não existe nenhuma unidade curricular de História da Educação. Isto, contudo, não retira a dose de razão que sobressai das suas palavras. Vejamos, a portaria de 1839, até pretendia criar uma escola onde os professores, naquela época, pudessem aprender um método de ensino e, nesse sentido, trata-se efectivamente de uma escola onde se pretendia realizar formação de professores. Isso faz dela uma escola de ensino normal, na verdadeira acepção da palavra? Estou em crer que não e no mesmo sentido vão as opiniões de António Nóvoa , no seu «Les Temps des Professeurs» (1987), e a Áurea Adão que, algures no primeiro lustro de do século XXI, integrou uma comissão que avaliou um dos cursos então existente na Esec e alertou a direcção da escola para a imprecisão do texto que, já naquela época, se encontrava disponível na página, na web . Eu próprio, noutro momento, alertei a direcção para esse facto. Depois haveria que sublinhar que a criação da escola terá sido meramente retórica. A minha esperança é que a recente comissão, nomeada pelo nosso Presidente, responsável pela preservação da memória da Esec venha a desempenhar um papel importante também nesse domínio. O blog que agora criou pode, também ele, contribuir decisivamente para melhorar este e outros aspectos entre nós, na medida em que, ao lançar a luz e o debate sobre esta e outras temáticas, desempenhará, seguramente, um papel decisivo para que tod@s n@s venhamos a desenvolver uma atitude mais reflexiva sobre a nossa acção e as práticas na nossa instituição.
LM a 11 de Janeiro de 2011 às 11:12

A bASE1 é um blog criado no âmbito da disciplina Atelier de Análise Social da Educação, da licenciatura de Animação Socioeducativa (regime pós-laboral).
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